em 21 de março de 2025
A confiança em anúncios leva uma vida inteira para ser construída, mas um instante para ser destruída.
As pessoas confiam em enfermeiros, professores, médicos, raramente em reportagens, empresários e profissionais de publicidade.
Mais da metade das pessoas não confiam em anunciantes. Logo, elas não confiam em seu produto principal – os anúncios, segundo um estudo realizado pela Stacked Marketer.
E se a maioria das pessoas desconfia dos anunciantes, isso também significa que elas abordam os anúncios com um certo ceticismo.
É preciso encontrar o público onde ele está. Imagem: Reprodução/ iStock
E para não perder credibilidade frente ao público é preciso ganhar a confiança. As pessoas tendem a confiar em avaliações e recomendações, e muitas vezes podem precisar de várias ações para conhecer a sua marca ou dar uma chance a ela.
Ser consistente é bem importante para não deixar dúvidas na mente do consumidor. Aqui entram em cena a importância dos ativos distintivos de marca, que são úteis para diferenciar um negócio do outro.
Além disso, a frequência é outro fator chave, já que um único anúncio provavelmente não mudará a opinião de alguém.
Uma crescente observada entre as gerações foi a de que entre o público jovem a confiança em anúncios se volta para as mídias sociais e entre os influenciadores.
Já pessoas com mais de 55 anos de idade tendem a ser mais céticas em relação ao que consomem na mídia.
Elas confiam mais na TV e no rádio, e são mais desconfiadas em relação a conteúdos online, especialmente de influenciadores.
Os jovens de 18 a 34 anos demonstram maior confiança em diversos formatos de mídia, incluindo podcasts, publicidade out of home e conteúdos digitais, como os produzidos por influenciadores.
Faça o seu público confiar na sua marca onde ele estiver, seja nas mídias tradicionais ou digitais. Imagem: Reprodução/ iStock
Para marcas e comunicadores, isso significa que o público mais jovem permite maior experimentação, pois está aberto a diferentes canais, sejam eles tradicionais ou digitais.
Em contraste, os mais velhos preferem mídias convencionais, o que torna campanhas digitais chamativas menos eficazes. Nesse caso, investir em TV, rádio e até mala direta pode gerar melhores resultados do que um simples anúncio no Instagram.
A chave para uma comunicação eficaz é utilizar os canais em que cada público já confia. Para atingir os mais jovens, priorize estratégias digitais. Para os mais velhos, aposte na mídia tradicional, que ainda tem forte influência.
Os Xers e os Baby Boomers são ossos duros de roer quanto o assunto é se comunicar com as marcas no ambiente digital.
Em muitas vezes eles precisarão de vários pontos de contato com determinado produto para só então tomar uma decisão.
Além disso, eles não hesitam em fazer perguntas, o que significa que você precisará dar o seu melhor no departamento de marketing para convencê-los.
68% da Geração X não gosta de assistentes virtuais para solucionar problemas ou fornecer informações, segundo a Stacked Marketer.
Utilize os canais em que seu público já confia. Imagem: Reprodução/ iStock
Uma alternativa para driblar esse dilema é ter landing pages ricas em informações destinadas somente para a Geração X. Além disso, investir em um bom atendimento ao cliente e chatbots eficientes podem fazer a diferença.
O mesmo estudo revelou que a melhor opção para a Gen X se comunicar com as marcas é através do e-mail, com 6% de preferência, seguido pelo serviço de bate-papo no site, com 44%.
Já quando falamos dos Baby Boomers, é importante se atentar ao fato de que essa é a geração com maior poder aquisitivo no momento, o que significa que há um grande potencial inexplorado entre esse público, já que muitas marcas se comunicam apenas com as Gerações Y e Z.
A maioria dos boomers possui um cartão de crédito, o que facilita as compras online. Além disso, eles estão comprando na internet com mais frequência (39%) e possuem um alto poder de compra (23%).
Isso indica que essa geração está mais ativa no ambiente digital do que no passado, tornando-se um público mais acessível para campanhas online.
Os Baby Boomers tendem a recorrer a quem mais confiam. Imagem: Reprodução/ iStock
Em resumo, se os Baby Boomers fazem parte do seu público-alvo, investir em marketing voltado para eles tem grande potencial de sucesso.
Essa também é a geração mais cautelosa em relação a gastos e que consome em grande escala os veículos tradicionais, o que explica muita coisa.
Esse grupo já ouviu falar muito sobre o aumento da inflação, corte de custos, congelamento dos preços e expressões do tipo, que de certa forma moldaram a forma como elas consumiam e consomem nos dias de hoje.
E quando os Baby Boomers querem saber mais a respeito de um produto, eles recorrem a quem mais confiam: outras pessoas.
Os baby boomers procuram avaliações e classificações de clientes ao pesquisar um produto. Imagem: Reprodução/ iStock
O estudo revelou que 79% dos consumidores buscam avaliações e comentários de clientes ao pesquisar um produto. Além disso, 52% recorrem a recomendação de amigos e familiares.
E para 47% o padrão é pegar recomendações de fotos e vídeos de clientes, mais uma vez, outras pessoas.
A mídia social ainda não está no topo da hierarquia das Baby Boomers, mas se você quer ganhar a confiança desse público, conte com muitas avaliações em seu site, feedbacks com imagens e vídeos de pessoas reais.
O tempo passou e a Geração Z cresceu. Hoje, os membros mais velhos da Gen Z, também chamados de Zoomers, estão completando 27 anos. Isso significa que já tomam decisões de compra há bastante tempo.
Recentemente, um relatório da Adobe apontou que 10% dos jovens da Geração Z podem estar substituindo o Google pelo TikTok para buscas online, o que reacendeu o interesse nesse grupo.
A Gen Z é relevante para marcas que estão pensando em pagar por promoções de influenciadores. Imagem: Reprodução/ iStock
Diante disso, surge a pergunta: como a Geração Z realmente se comporta como consumidora no ambiente digital? E como as marcas podem se adaptar a esse público, que em breve será predominante?
Vamos começar por partes. Para iniciar, vale ressaltar que a Geração Z não está trocando o Google pelo TikTok. A resposta para essa indagação é: sim e não.
Se o seu objetivo é alcançar os Zoomers, estar no TikTok é essencial. No entanto, afirmar que a plataforma substituiu o Google como principal mecanismo de busca não seria preciso.
Embora 10% da Geração Z já prefira começar suas buscas pelo TikTok, a maioria (90%) ainda recorre ao Google. No entanto, essa porcentagem já foi maior, o que sugere que o TikTok pode continuar ganhando espaço nas pesquisas orgânicas.
Há cada vez menos confiança nas pequenas empresas e nas grandes empresas de tecnologia. Imagem: Reprodução/ iStock
Os jovens usam o TikTok para buscar conteúdos como “faça você mesmo”, moda, beleza, exercícios e outros temas similares, o que representa uma oportunidade para as marcas se posicionarem.
Mas como aproveitar esse comportamento para engajar os Zoomers com seu conteúdo e anúncios? Aqui estão algumas estratégias baseadas em dados:
Branding: construa uma narrativa forte que reforce os valores da sua marca, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade.
Topo do funil: a Geração Z busca respostas em formato de vídeo. Portanto, otimize seus conteúdos, pagos e orgânicos, para responder a dúvidas específicas.
Alcance: invista em vídeos no TikTok e no YouTube, já que essas são as plataformas onde os Zoomers mais passam tempo.
E claro, dê atenção às tendências: fique de olho em novas plataformas e canais de publicidade, pois essa geração é a primeira a adotar novidades.